sábado, 13 de novembro de 2010
Meu amor maior.
Um dia de benésses e outro de escória. Eternos bumerangues esporádicos que enfeitiçam os adornos de minha frágil sanidade.Ontem à noite sonhei que conversava com Jesus, na realidade nem era bem uma conversa, era um monólogo, Ele estava ali parado, diante de mim, em um plano de fundo celeste e paradisíaco, era uma praia. Por alguns instantes, pressenti que talvez se tratasse de mais uma projeção de meus pensamentos. Mas silenciei-os como em teste, e percebi que a visão surreal ainda estava lá. E falava docemente comigo. Não sei se me aconselhava, exortava, desprendia meus pecados ou corrigia-me com amor. Seus olhos pousavam sobre mim, como um acalento. E eu senti que ele repetia ainda que sem balbuciar palavra. " O meu jugo é suave e o meu fardo é leve. "
E eu o amei. Tanto que quase esqueci-me de todos meus dilemas. Aqueles pesares que aguardavam ansiosos pelo meu despertar. Acorde! Eles diziam. Sonhos não são para você.
O triste foi que não me recordo de nenhuma parte da conversa. Mas ele falou comigo. Queria me dizer algo especial. Talvez eu não estivesse ouvindo com o coração. Ou ele apenas queria mostrar que estava ali, que não havia se esquecido de mim. Tudo bem. Eu o espero.
Ainda que com lágrimas nos olhos, culpa no peito, tristeza em furor. Fico feliz por ter aparecido para mim, naquele azul inspirador. Quisera eu estar contigo, onde todos os dias são de sorriso aberto.
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São raros os que escrevem como a senhorita, e me sinto privilegiado em poder apreciar toda essa beleza.
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