quinta-feira, 11 de novembro de 2010


"O simples bater de asas de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo..."

Borboletas. O mais lindo exemplo de superação. Iniciam a vida como seres rastejantes e tão pouco admirados, visto com repugnância e até temor por olhares intrigados. Movimentos metódicos e contidos, direções reduzidas, alvos fáceis, apesar de sua suntuosa habilidade de camuflagem. E ali, sendo vilsumbradas com desprezo e agonia. Sucumbindo cada dia sob enormes pegadas que insistem em persegui-la. Seres muitas vezes invisíveis para a maioria. Só com muito esforço pode-se realmente descobrir alguma entre as esverdeadas folhagens. Incumbidas de sua missão. Não desistem. Pois acreditam na liberdade.
E após essa vida submersa e mrginal. O pior. Degredo. Solidão. O lapso necessário para seu amadurecimento e realização. Ali, sozinha. Abrigada por um manto de esperança, atravessa momentos em que nada deveria parecer promissor. Escuridão, tristeza, silêncio. Mas ela continua ali, certa de que algo maior faz parte de sua jornada. Quantos ventos, tempestades, quedas, perigos, deve ter ela enfrentado durante esse tempo. Mas não, não desistira facilmente. Então, de repente, quando até já se esquecera do cantos dos pássaros, do anil celestial, dos verdes tremeluzindo dançantes ao ar. O Recomeço. A transcendêcia mais doce e suprema da vida. Um tilintar suave de asas bordadas à mão pela própria divindade. Chega a ser hipnótica essa sensação. E enquanto nossos olhos a observam deslumbrados, boquiabertos, sequer recordamos de seus primórdios começos. Apenas rendemo-nos à sua beleza e magnitude. Como deixar passar despercebida aquela por quem nosso coração suspira. Sim. Ele é apaixonado por ela. Pela borboleta? Não, quanta tolice. Pela esperança que sua redenção desperta vivazmente em nossa tão descrente existência.

Voem, queridas borboletas. E continuem provocando tufões, redemoinhos, vendavais em qualquer pessoa que acredite e esteja sedento por viver uma verdadeira mudança.

Nenhum comentário:

Postar um comentário